Em conferência de imprensa realizada nesta manhã, um membro da direção do Clube dos Desportos da Maxaquene revelou uma série de dificuldades enfrentadas pelo clube no processo de licenciamento para a temporada 2025. Segundo a direção, o clube “cumpriu com todos os procedimentos exigidos, porém a Associação de Futebol da Cidade de Maputo recusa-se a passar a respetiva carta abonatória conforme o formulário previamente disponibilizado para a Federação Moçambicana de Futebol”.
O dirigente explicou que, apesar de o Maxaquene ter submetido antecipadamente toda a documentação, começando em março e com um pedido formal em 21 de maio, só recebeu uma resposta dois meses depois. Além disso, a carta emitida foi rejeitada pela federação com a justificativa de que não seguia o “formulário previsto no regulamento”.
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Frente a esta situação, o clube comunicou imediatamente a Liga Moçambicana de Futebol da Cidade de Maputo, anexando provas da inexistência de dívidas com treinadores, jogadores e pessoal administrativo. A Associação, por sua vez, emitiu uma nova carta que reconhece esses elementos, mas remete a decisão final para a Federação Moçambicana de Futebol, numa “tentativa de transferir as competências” — situação que, segundo o membro da direção, faz do Maxaquene “um jogo de ping-pong, atiram-nos para lá, atiram-nos para cá, e não sabemos qual é o objetivo principal dessas duas instituições”.
O clube lamenta ser injustiçado neste processo e convoca a imprensa para uma sessão de esclarecimentos marcada para amanhã, 25 de julho de 2025, às 10h30, na sede do clube, situada na baixa da Cidade de Maputo.
Na nota enviada à imprensa, o Maxaquene reafirma o compromisso com os seus sócios, simpatizantes e público em geral, destacando que mais do que um clube, é uma família, e promete esclarecer todas as dúvidas em torno do licenciamento para a próxima época.