O Campeonato do Mundo de Boxe Masculino, que decorre em Dubai, Emirados Árabes Unidos, trouxe ontem emoções distintas para a delegação moçambicana. Entre triunfos administrativos e derrotas apertadas, o país continua em busca de um feito histórico nesta edição marcada por uma das mais altas premiações de sempre oferecidas pela IBA.
TIAGO MUXANGA BENEFICIA DE FALTA DE ADVERSÁRIO E ENTRA NA SEGUNDA ELIMINATÓRIA
Na divisão dos 71 kg, Tiago Muxanga – actualmente o pugilista moçambicano mais sonante – garantiu a passagem automática à segunda eliminatória. O seu adversário, Yacouba Lauali Baro, do Níger, foi desclassificado ao não comparecer à sala de pesagem por razões ainda não esclarecidas.
Com este avanço, Tiago posiciona-se mais perto da cobiçada zona de premiação da IBA, que este ano apresenta valores inéditos e extremamente atractivos.
MANUEL PAULO PERDE POR MARGEM CURTA NA SUA ESTREIA EM MUNDIAIS
Menos feliz foi Manuel Paulo Mbanguine (54 kg), que caiu por 2–3 diante de Anushervon Fazilov, do Tajiquistão. Num combate muito equilibrado, o moçambicano mostrou coragem, técnica e maturidade, apesar de estar a estrear-se em Campeonatos do Mundo.
Manuel integra a nova geração do boxe nacional e, apesar da derrota, demonstra enorme margem de progressão.
BERNARDO MARRIME ENTRA HOJE EM ACÇÃO
Moçambique volta ao ringue hoje com Bernardo Marrime (67 kg), pugilista radicado no Reino Unido há mais de uma década. Marrime enfrentará Almaz Orozbekov, do Quirguistão, e procura tornar-se no primeiro moçambicano a conquistar uma medalha em Mundiais. À semelhança de Tiago, também alterna entre o boxe amador e o profissional, trazendo experiência adicional ao combinado nacional.
ARMANDO SIGAÚQUE FECHA O CICLO DE ESTREIAS NO DOMINGO
O último a estrear-se será Armando Sigaúque (57 kg), que no domingo terá pela frente o australiano Ahmad Jamal. A sua entrada em cena completa o percurso inicial da comitiva moçambicana nesta competição de alto nível.
PREMIAÇÃO HISTÓRICA ATRAÍ-DOS MELHORES DO MUNDO
A edição deste ano é particularmente apelativa devido à premiação inédita da IBA:
- 300 mil dólares para os campeões mundiais;
- 150 mil dólares para a medalha de prata;
- 75 mil dólares para cada medalha de bronze;
- 10 mil dólares para todos os atletas que atingirem os quartos-de-final — um feito nunca antes visto, premiando inclusive quem não chega ao pódio.
Com quatro atletas em prova e um cenário competitivo que valoriza como nunca o esforço dos pugilistas, Moçambique mantém acesa a esperança de uma presença marcante em Dubai.